O medo da mudança

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Eu confesso a vocês que a mudança não é algo tão fácil para a maioria das pessoas. Particularmente, eu sou relativamente adepto às mudanças, se eu começo uma coisa e vejo que não está legal, logo mudo.

Claro que, é um tipo de atitude que nem sempre dá certo e às vezes nem dá tempo de ver o resultado. Por outro lado, eu também não quero perder tempo quando minha intuição diz que determinada coisa não irá funcionar.

Porém, algumas mudanças levam tempo para acontecer; tive na vida pessoal e aqui na Topcard algumas mudanças e atitudes que tiverem que ser repensadas e que ao longo do tempo tem dado certo. Com o tempo, as coisas vão se encaixando, as adequações são realizadas em determinadas coisas e no fim os resultados aparecem.

O tema de hoje sobre mudança foi sugerido inclusive pela nossa gerente de sucesso do cliente, que comentou comigo sobre a dificuldade de nossos clientes em mudar o pensamento sobre o próprio crediário.

Mudança da notinha para o cartão próprio

Muitos de nossos clientes, por terem seus crediários há anos, quando passam a trabalhar com a Topcard, enfrentam uma mudança repentina na forma de gerenciar o seu crediário, o famoso fiado.

Temos uma postura mais profissional, mais técnica e tecnológica, bem diferente do normalmente utilizado pelas empresas que gerenciam o seu próprio crediário. Para que tenhamos os resultados esperados pelo nosso cliente, utilizamos nossa expertise na gestão de crédito para chegar no menor valor possível de inadimplência.

Nessa mudança de postura, os clientes que antes compravam nas notinhas acabam dizendo que não querem participar desse novo modelo, ou seja, não querem mudar. Isso acontece porque na notinha, o cliente paga da forma que quer e há anos faz isso. Na grande maioria dos casos não é cobrado nenhum encargo do cliente que paga quando quer, da forma que quer.

Desta forma, obviamente que o cliente não quer mudar o jeito de comprar; não quer passar da notinha para o cartão da loja, onde tem regras. Nestas regras, tem dia certo para pagamento. Se não pagar, é cobrado juros e multas. O correto é cobrar os encargos por atraso, pois o lojista não pode ficar bancando esse cliente, o abastecendo com seus produtos ou serviços e esse cliente pagando da forma que quer.

As regras de pagamento são do lojista e não do cliente

No meu entendimento, as regras têm que ser do lojista e não do cliente. Claro que o cliente efetuando suas compras, é o combustível que move qualquer comércio, é o cliente quem dita as tendências, mas é o lojista que deve colocar suas regras de pagamento nesta relação.

Desta forma, quando implantado um novo modelo de gerir o crediário, digo sobre o cartão fidelidade ou cartão de crédito próprio, há naturalmente uma mudança na forma de concessão de crédito. O dono do comércio, muitas vezes, por ouvir um ou outro cliente dizendo que não irá querer o cartão da loja, cria um bloqueio achando que esse pensamento é de todos os seus clientes.

Com isso, além de se sabotar achando que perderá clientes, o dono também sabota seus funcionários, não passando uma atitude positiva sobre os benefícios que terão com a devida mudança.

Se o próprio dono não comprar a ideia da mudança, como seus funcionários irão mudar?! Sabemos que se continuarmos fazendo as mesmas coisas, teremos sempre os mesmos resultados.

Sendo assim, a mudança é sempre válida e, ao longo do tempo vemos que os problemas podem aparecer com as escolhas que fazemos, porém, com o tempo tudo se ajeita e sendo resilientes e esperando as coisas se ajeitarem vemos que determinadas mudanças sempre são benéficas.

O cliente sempre volta

Para concluir e deixar nossos atuais e futuros clientes tranquilos, existe uma “galerinha” de clientes que reclamam do novo modelo de crédito quando sai da “fichinha” para o cartão, mas, a grande maioria são os clientes que não honram com pagamentos em dia. Quem anda certo não tem problema nenhum quanto a isso, pelo contrário, até gostam, pois com o cartão eles conseguem controlar ainda melhor suas compras.

Sendo assim, não fique com medo da mudança da “fichinha” para o cartão. Com pouco tempo você verá que os clientes que disseram não querer o seu cartão, vão passar a adquirir. Fazem uma “pirracinha”, mas não deixam de comprar na sua loja.

E fazer isso não só por conta do que o cartão proporciona como fidelização e facilidade de pagamento, mas porque gostam de comprar na sua loja, gostam do seu atendimento e, por isso, mais cedo do que você imagina esses clientes estarão novamente com você.

Por hoje é isto, as mudanças são necessárias, às vezes incômodas, mas é certo que muitas mudanças sempre vêm para melhorar a nossa vida, tanto profissional quanto pessoal.

Abraço, se cuidem e até semana que vem.

#tamojunto

Sempre

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