Compre coisas pessoais com o seu salário, NÃO com a movimentação de caixa da sua empresa.

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Essa é uma regra óbvia, mas que muitos empresários não respeitam. Talvez até não respeitem por falta de conhecimento. Todo empresário deveria quando apurasse o lucro, separar o que será re-investido na empresa do que será distribuído para o dono ou sócios da empresa.

Parece um assunto muito simples, mas não é. Presenciei dezenas de casos nos últimos anos e por isso resolvi escrever esse texto, para vocês lerem e meditar sobre esse assunto.

Compra de carros, casas, sítios, construções, várias situações incompatíveis com a sua situação financeira, ou seja, um monte de coisas desnecessárias, muitas delas apenas para “parecer” que é bem sucedido financeiramente. Fazer tudo isso sem o cuidado de realizar contas necessárias ao final de cada mês, para saber a real saúde financeira sua e de sua empresa.

Quando a “maré” está boa, quando está entrando muito dinheiro no caixa da empresa, muitos empresários acham que podem usar esse dinheiro para pagar suas contas pessoais e assim vão criando um rombo financeiro sem se dar conta disso. Como o “saque” no caixa da empresa é pequeno mediante a alta rotatividade de dinheiro que entra, essas pequenas retiradas só são notadas quando o movimento na empresa diminui. Quando isso acontece, precisa-se de dinheiro que deveria estar na conta da empresa, dinheiro esse para quitar fornecedores e demais despesas recorrentes na empresa. Nessa hora, como o movimento diminui, não tem dinheiro para pagar os fornecedores, não tem como comprar mais mercadorias, salários dos funcionários ficam atrasados, impostos nem se fala e até conta de energia são cortadas. Aí bate o desespero.

Claro que concordo que o empresario merece ter as melhores coisas que SEU dinheiro, ou seja, SEU salário possa comprar. Carrões, mansões, sítios para laser, sítio para produção, barcos, casas de praia, viagens…tudo de bom que o dinheiro permite eu penso que o empresário pode ter, desde que se compre com SEU dinheiro e NÃO com o dinheiro da empresa.

Quem faz esse tipo de coisa pode se preparar, pois há uma grande chance de quebrar a empresa, e perder todas as coisas particulares que conseguiu juntar ao longo dos anos, e dependendo do caso perder até a própria família, por causa de vaidades sem sentido.

Há casos de desespero total nessas horas. Noites sem dormir, mais empréstimos nos bancos e com agiotas, venda de bens pela metade do preço e sei de casos que chegaram ao extremo, que foi tirar a própria vida. Mas esse último não faz sentido, já que a dívida permanecerá e dará ainda mais trabalho a quem ficou vivo, ou seja, a sua família.

Se você não está na condição acima descrita, ótimo pra você. Se você está passando por momentos como o mencionado acima, não se desespere. Para tudo dá-se jeito, até mesmo para as contas que achamos ser impossíveis. Basta você relaxar, ESCREVER um plano de como sair das dívidas, como irá pagar os fornecedores, agiotas e bancos, e começar a trabalhar dentro das possibilidades que tem, pois lhe garanto que muito antes do que imagina poderá sair de uma situação adversa.

Escrevo com certa autoridade esse texto, pois já passei por isso e imaginei que não conseguiria sair de uma situação assim. Mas, quando você dá uma parada, esfria a cabeça, analisa, escreve, traça um roteiro e visualiza tudo que deve ser feito, e CLARO, fazer o que determinou, você dá a volta por cima e sairá muito mais fortalecido.

Segure sua ansiedade, dê pequenos passos e faça coisas dentro de suas possibilidades. Sua vida e seus negócios só dizem respeito a você e sua família, não se deixe levar por vaidades.

“O trabalho paga as dívidas, o desespero aumenta-as.” (Benjamin Franklin)

Pense nisso e até a próxima.

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