04 Erros de Gestão em Fluxo de Caixa

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Sua conta não fecha no final do mês? Descubra o que fazer se seu negócio enfrenta problemas de fluxo de caixa.

Organizar as finanças de uma pequena empresa é o passo inicial para que o projeto cresça. Mesmo sabendo disso a maioria dos empreendedores acabam deixando esta tarefa em segundo plano. Para que a empresa tenha um financeiro saudável é necessário realizar e acompanhar o fluxo de caixa. É através dele que monitoramos todas as receitas e as despesas da empresa. Sua análise é primordial para a tomada de decisões. Mais do que cadastrar entradas e saídas, o objetivo da administração financeira através do fluxo de caixa é de apoiar essa tomada de decisões.

A maioria dos empreendedores só usam os dados para saber se vai faltar dinheiro no final do mês, quando na verdade, além desta função, o fluxo de caixa deveria ser acompanhado e analisado em meses futuros para programar ações, cortes, investimento. Através da análise do mesmo, podemos decidir se a empresa necessita de capital de giro, se ao final de cada ano pode ser feita a distribuição de lucros, se a empresa tem capital disponível para fazer por exemplo um investimento, se uma dívida pode ser assumida a vista ou parcelada, ou ainda se esta dívida nem pode ser assumida.

Ter controle sobre cada centavo que entra e cada centavo que sai. Este é o foco de uma boa gestão financeira.

Por isso a realização e o acompanhamento de um fluxo de caixa são essenciais para que sua empresa tenha uma vida financeira saudável. Abaixo elencamos os 4 itens que identificamos como principais erros ao se realizar a confecção ou o uso de um fluxo de caixa:

1 – Fluxo de caixa não dividido em categorias de despesas:

Existem inúmeros softwares e programas (gratuitos ou pagos) que auxiliam empresários na elaboração do fluxo de caixa. No entanto se está começando a fazer tal acompanhamento, a maneira mais simples é montar uma planilha (na internet existem disponíveis modelos básicos que podem ser usados inicialmente). As despesas devem ser separadas por grupo, o que alguns chamam de planos de contas. A separação das despesas facilita visualizar onde concentra-se a maior parte das despesas de sua empresa. Conseguimos com isso, entender quanto se gasta em cada categoria. Assim, faça colunas para custos com ocupação (como aluguel, IPTU e até água e luz), para custos com pessoal (incluindo salários e benefícios), e também para custos administrativos e relacionados a vendas. Uma observação necessária é que o fluxo de caixa deve bater com o saldo bancário de sua (s) conta corrente.

2 – No que diz respeito a receitas é um erro considerar vendas e não recebimentos.

Nem sempre uma nova venda pode ser considerada pela empresa como dinheiro no bolso. Muitos empresários se precipitam e lançam os valores na planilha. No fluxo de caixa, o que deve ser lançado são as receitas e não as vendas. A receita é aquilo que efetivamente entrou de dinheiro. Se fizer uma venda em três vezes, vai ter que lançar o recebimento em três vezes também. O mesmo vale para pagamentos. Uma compra realizada em duas vezes deve ser lançada no fluxo de caixa também em duas vezes, em seus respectivos vencimentos.

3 – Não ter um acompanhamento diário dos seus lançamentos no fluxo de caixa

Na prática é melhor que o fluxo de caixa seja avaliado diariamente apesar do padrão mais comum de fluxo de caixa ser o mensal.

4 – Fugir da realidade apresentada pelo fluxo de Caixa

É com o acompanhamento diário que o empresário vai aprendendo como o negócio se comporta mês a mês e pode se preparar para períodos de baixa. Isso só acontece se os dados usados estiverem de acordo com a realidade.

E se  após a confecção do seu fluxo de caixa e análise do mesmo você detectar que sua empresa esta com problemas de fluxo de caixa? Na prática, o que pode ser feito?

Antes de tudo é necessário fazer a seguinte a reflexão: esse problema é tático, por conta da inadimplência dos clientes ou baixa nas vendas; ou estrutural, por conta da viabilidade econômica de sua empresa?

Se a resposta for de nível tático, faça o planejamento e a projeção do caixa; desenhe um processo de cobranças; não tenha medo de negociar com os fornecedores e reestruture os gastos para a operação ficar mais enxuta;

Se o problema for estrutural, revisite seu modelo de negócios e em alguns casos vai depender de você se reinventar.

E para você empreendedor o mais importante de tudo: esteja presente em sua empresa. Acompanhe o dia a dia dos seus funcionários, de suas entradas e saídas, dos seus clientes.  É EM MOMENTOS DE CRISE QUE O EMPREENDEDOR TEM COMO MAIOR RESPONSABILIDADE ASSUMIR O LEME DO BARCO E DAR O SEU MELHOR PARA FAZER ELE NÃO AFUNDAR.

Há uma frase que resume bem a importância da análise financeira: “Você pode levar o marketing, a gestão de pessoas, lideranças no bom senso. Finanças não! Ou você sabe, ou você não sabe. Ou você faz direito, ou você não faz. ”

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